sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Olhos, acalento da sua proximidade.


Estávamos de lado, um para cada lado.
Era sábado e todos sabiam de cor,
eramos pois amados,
acalentados de sabor.

Os olhos conversavam e sorriam
e você não olhava para o lado,
sangrava amor as pressas,
e manchava-me como um carbono.

Distante, era assim que suspirava
antes de vir e sair.
Parecia uma queda infinita
e ainda assim não olhava para o lado.

Fitava os olhos nos meus
e fitava com laços intermináveis meu coração.
Sorria e não acenava, preenchendo.
Criou-se então o amor.

Dentro de mim, crescia o desejo,
para fora de mim um beijo.
O sangue que escorria se aproximava
e tocava-me, preenchendo.

De um encontro distante,
criou-se uma conexão.
Enchendo meu solitário vazio,
tirando da minha face a saudade.

Antes, saudade de amar e sorrir.
Você me trouxe, o quê?
Uma nova versão de mim,
que é conectável em ti.