Fechei a porta e abri as janelas,
logo a solidão se fez presente,
abriu as embalagens no canto da sala
e se acomodou em meio aos espinhos
No meu rádio e em minha tv vejo,
as cordas acústicas de uma velha viola e alguns pratos vazios,
Dentro do cubo fazem cochichos e montam legos,
montam quebra cabeças da singularidade.
Ondas e maremotos forçam nossa sensatez.
Rotinas e hábitos, onde existe vontade de mudar?
Hits, hot takes, discussion, coachs…
Nunca encontrarão uma solução.
Cadáveres e festas comemoram o fim das revoluções.
Manchetes e escombros revelam justiça dúbia.
Confessar o amor é colocar um pé na cova,
e vivendo o futuro nos vemos presos ao passado.
Todo amor se torna ódio, toda paz virará guerra,
mas sempre tudo será tão normal e rotineiro.
