Lá no fundo dói o peito
no meu rosto escorrem lágrimas
só alivia quando deito
o peso de todas as lástimas.
Sinto o mundo me escorrendo
e como carbono ele me mancha
e essas manchas duram seu tempo
e quando vejo já se desmancha.
Aprendendo a viver intenso
tentando de tudo não me privar,
mas sempre mantendo o censo
para minha paz não se destilar.
Tenho fé em algo bom
que com palavras sei explicar,
ele me induz a escuridão
que hoje sei como lá ficar.
Lá no fundo dói o peito
no meu rosto nasce um sorriso
que só se apaga quando deito
mostrando tudo o que preciso.
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