
Passou por aqui deixando sentimentos, esqueceu de um coração, triste como o superficial.
Levando o que via, escondeu-se entre os traços do escuro, fez moradia próximo a luz e sua veste era escuridão.
Dominou o nosso medo, roubou nosso sorriso, confundiu nossa mente e nos deixou ao esquecimento.
Dolorido sentimento, que de incolor se fez vermelho, que de ouro se fez pó e invadiu o que estava cheio.
Construtor de ilusão, impune devaneador, que sonha junto aos erros, loucuras do amor.
Doce escuridão, ilusória lucidez, que sempre passa por nós e no final nos deixa à sós.
Da interpretação doentia