
Está tudo escuro, até a luz que brilhava incessantemente se apagou.
Tropeço em algo, como posso saber, não enxergo.
Ouço o som do relógio que bate e segue o dos meus passos, pode-se dizer de passos escuros, nada me cerca além da escuridão, estou submerso em medo.
Agora estou muito longe de onde vim, do ponto de partida, você me jogou nessa caverna e disse que estaria comigo, estou só e sozinho não vejo por onde ando.
No meu bolso tenho uma foto, queria poder ver os rostos, mas agora está tudo triste e escuro e com o medo me vem a ânsia de luz, de amor. Já cansado me encosto em algo, acho que é uma rocha, temo perder o único sentimento que tenho, a esperança.
Levanto e meio sem forças, ando, não conseguia enxergar, ouvia um choro, alguns gritos e uma luz que se movia, cheguei próximo e vi, te enxerguei.
Me aproximei devagar e ouvi seus cochichos que diziam: "Nos perdemos no inicio e não quero que esse seja o nosso fim".
Então corri em sua direção, olhei nos teus olhos, apesar de não enxergar nada, eu já havia ouvido o que necessitava, logo você disse: Não quero te perder outra vez, os caminhos são escuros, mas a luz do nosso amor, ilumina e não há afago que possa destruí-lo".
Apesar de tudo estar escuro eu nunca havia sido tão feliz, não importava mais o medo, as ânsias ou as rochas, eu tinha você e isso era a luz para minha escuridão.
