terça-feira, 23 de agosto de 2011

Aquilo que se apagou

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    Está tudo escuro, até a luz que brilhava incessantemente se apagou. 
    Tropeço em algo, como posso saber, não enxergo. 
    Ouço o som do relógio que bate e segue o dos meus passos, pode-se dizer de passos escuros, nada me cerca além da escuridão, estou submerso em medo.
    Agora estou muito longe de onde vim, do ponto de partida, você me jogou nessa caverna e disse que estaria comigo, estou só e sozinho não vejo por onde ando. 
    No meu bolso tenho uma foto, queria poder ver os rostos, mas agora está tudo triste e escuro e com o medo me vem a ânsia de luz, de amor. Já cansado me encosto em algo, acho que é uma rocha, temo perder o único sentimento que tenho, a esperança.
    Levanto e meio sem forças, ando, não conseguia enxergar, ouvia um choro, alguns gritos e uma luz que se movia, cheguei próximo e vi, te enxerguei. 
    Me aproximei devagar  e ouvi seus cochichos que diziam: "Nos perdemos no inicio e não quero que esse seja o nosso fim".
    Então corri em sua direção, olhei nos teus olhos, apesar de não enxergar nada, eu já havia ouvido o que necessitava, logo você disse: Não quero te perder outra vez, os caminhos são escuros, mas a luz do nosso amor, ilumina e não há afago que possa destruí-lo". 
    Apesar de tudo estar escuro eu nunca havia sido tão feliz, não importava mais o medo, as ânsias ou as rochas, eu tinha você e isso era a luz para minha escuridão.