Sua fala é suave, mas temo-a. O peito macio, mas a dor dentro não é.
Furacão é brisa, força é ilusória.
Cabe dentro de um ser, mas não de um coração.
Palavras escorrendo, fonte de descaso, linhas misturadas, cortes e sangue.
Mecanismos, ações, voluntarismo; e o amor?
Passos indefinidos, o que fazer das utopias?
Cala-se, a voz é tenra, mas o medo é pesado.
Do pó do giz, um novo amor.
Dos meus medos e fracassos, a força de Deus?
Ergue um castelo, uma muralha; e o amor?
Do caos, da sede, do tornado, essa incompreensão já não faz sentido.
