terça-feira, 2 de agosto de 2011

Soluços



Sua fala é suave, mas temo-a. O peito macio, mas a dor dentro não é.

Furacão é brisa, força é ilusória.

Cabe dentro de um ser, mas não de um coração.

Palavras escorrendo, fonte de descaso, linhas misturadas, cortes e sangue.

Mecanismos, ações, voluntarismo; e o amor?

Passos indefinidos, o que fazer das utopias?

Cala-se, a voz é tenra, mas o medo é pesado.

Do pó do giz, um novo amor.

Dos meus medos e fracassos, a força de Deus?

Ergue um castelo, uma muralha; e o amor?

Do caos, da sede, do tornado, essa incompreensão já não faz sentido.