Derrubaram meu castelo, minhas tropas partiram juntamente com o meu coração.
Meu palácio foi ao chão, assim como minhas palavras, roubaram o que era meu, me tiraram o sorriso, as muralhas que cercavam as torres da alma caíram, furtaram o meu amor.
Desprezo, isto me fizeram.
Bateram em meu rosto, tiraram me a armadura, jogaram-me com o rosto em pó. Força, onde à encontrarei?
Estou me arrastando a procura de um ombro, não o qual me traiu e me entregou aos meus inimigos, nesse não me apoiarei mais. Já encontrei novas forças em meio a dor.
Na tristeza ergui um novo castelo, com uma nova torre, agora mais forte e mais frágil.
Minhas palavras se recompõem, assim como meu amor, em tropas não mais confiarei, revesti-me de uma nova armadura, com uma nova espada, com um novo escudo.
Meu sorrir volta, mesmo que as vezes torto, mas na face do traído volta a esperança de um dia reerguer um novo Palácio.
Das forças renovadas.
