sexta-feira, 10 de junho de 2011

Armadura


    Derrubaram meu castelo, minhas tropas partiram juntamente com o meu coração. 
    Meu palácio foi ao chão, assim como minhas palavras, roubaram o que era meu, me tiraram o sorriso, as muralhas que cercavam as torres da alma caíram, furtaram o meu amor.
    Desprezo, isto me fizeram. 
    Bateram em meu rosto, tiraram me a armadura, jogaram-me com o rosto em pó. Força, onde à encontrarei? 
    Estou me arrastando a procura de um ombro, não o qual me traiu e me entregou aos meus inimigos, nesse não me apoiarei mais. Já encontrei novas forças em meio a dor. 
    Na tristeza ergui um novo castelo, com uma nova torre, agora mais forte e mais frágil. 
    Minhas palavras se recompõem, assim como meu amor, em tropas não mais confiarei, revesti-me de uma nova armadura, com uma nova espada, com um novo escudo. 
    Meu sorrir volta, mesmo que as vezes torto, mas na face do traído volta a esperança de um dia reerguer um novo Palácio.

Das forças renovadas.