Ele se pendura, os dedos escorregam e o suor desce o rosto amargando o gosto da sede, o sol aquece a dor, mas, o frio é incessante.
Usa toda a força e não sabe se aguentará mais, apenas uma barra de ferro e um muro de concreto o separa dessa vida, suas mãos agarram com força a barra como se fosse a última oportunidade.
Cada suspiro parece ser o último, mas, o coração grita a vida, os pés pulam as dores, o corpo samba a esperança.
De repente mãos sem maculas agarram as dele, que apertam, puxam, salvam, não sabia quem puxava-o, pois o medo o deixara cego. As tais mãos trazia-o que beber, e o gosto já não era amargo, o sol queimava, e o frio?
Quando tornou-se lúcido novamente, pode ver o rosto em que emprestava as mãos, era o rosto de sua amada, mas, o medo era tão grande que não reconhecia o toque, vendo-a e não suportando os sentimentos deu a ela um abraço e uma nova história, dele que já no fim voltou, com a força dessa palavra que tudo reconstitui.