domingo, 1 de maio de 2011

Ego



    Ontem, fotos, passos e suspiros, dias que foram, nossas vidas eram como cristais. 
    O som do canto que escoava em meus ouvidos me fazia homem, menino. 
    Aquela voz, doce e suave, que trazia inspiração em meus versos, se foi. Tento acalmar meu coração, triste e cheio de amor. Sua partida em dias quentes trouxe resfriamento ao meu corpo, que dorme, esperando um novo.

    Hoje, porta retrato, ponto morto e pensamentos, dias que vem, minha vida é gás. 
    Ouvir novos cantos me traz a memória de um passado esquecido, os dias frios esquentam meu corpo.
    Manso e cuidadoso, procuro não me entregar, não ceder, mas, quando escondo-me entre as paredes do meu ego, te encontro e refaço todo esse sonho, onde cedo, tarde, ou até de madrugada preencho nosso porta retrato com as novas fotos de um novo amor.