terça-feira, 10 de maio de 2011

Vida e Fim


    Caminho tranquilamente enquanto estou vivo, a luz em cada poste ilumina meu caminho, espero que meu dias sejam normais.
    A minha face ainda sorri, meus medos já não existem e os postes ainda iluminam meu caminho. Ando e sinto vida, espero que meus dias não mudem, vejo as flores no jardim que respiram o seu próprio perfume, admiram sua própria beleza e eu passo, vejo-as e ainda estou vivo.
    Não quero perder o que tenho, não me tire o que tenho, agora enquanto estou caindo dores atravessam meu ser, com pisadas destroem as flores que haviam em mim, me apunhalam facas e ainda estou vivo.
    Levanto e tonto vejo o jardim e as flores que choram minha dor, ainda estou vivo, não sei até quando viverei, meu corpo fraco cai e o meu eu falece. 
    Agora sou morte e não há nada que o possa mudar, as flores que haviam em mim murcharam, acabou o que era vida.